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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

ALMA VESTIDA


ATELIER DO AMOR

 

Se a alma rasgada

Vista-se de poesia

Sem remendar o velho

Quer num coser de retalhos

 

Jogue os trapos no lixo

Cubra se de capricho

No atelier do amor

Despindo-se de toda dor

 

Insista, alinhe a vestimenta

Reveja conceitos, rearranja

O atelier do amor acerta a tendência

Realinha, refaz com doses de paciência

 

Cuida do coser sem trapos

Remendo novo sem farrapos

Garantia da alma bem vestida

No atelier do amor só poesia

Cuide da alma,
se acerte com a vida
leve a vida de leve,
ou a vida te arrasta...


Miranda

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

QUE DIA - JOSÉ ROBERTO


SEM BRILHO

Confesso que hoje o sol perdeu o brilho, o riso se escondeu e no rosto as lágrimas rolaram, o coração batia em silencio...

Pedi aos céus para que não fosse verdade, que fosse apenas um sonho e que logo mais acordaria e tudo estaria normal.

A partida deste mundo não deveria ser normal, ainda que saibamos que esta pessoa querida esteja num lugar melhor.

O sentimento é de tristeza, a dor da perda é cortante no peito, pois os momentos vividos estarão na consciência, esquecer jamais!

Ah, ficará a saudade, o sentimento de que faltará os bons papos com aquele cafezinho, fará falta nosso pretinho querido.

O tempo não espera, queria ter dado o ultimo abraço, mas em compensação boas lembranças de um tempo bom!

Ficará no coração guardado os nossos risos e papos de histórias que importava, ficará a lembrança dos abraços apertados!

É meu irmão, mas essa dor que ora todos sentem não é uma dor eterna…
Continuaremos cônscios da partida e de um reencontro que será eterno.

 

É JOSÉ ROBERTO, o que dizer?

 

Se o momento é complicado...

A morte tem seu tempo próprio, não há como fugir desse momento!

A morte impassível!

Penetra o desconhecido!

A dor é singular – Pontiaguda - Pungente!

 

Saudades meu irmão...

 

Miranda

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

RAZÃO


LOUCURA

E quem há que seja capaz

De entender tudo nesta vida

Quem é mesmo dono de si?

Se nossas viagens são fora

Se nossa alma por demais chora

Se há uma angustia de dependência

Se fomos marcados de impotência

 

Ou se não para que tantos porquês?

Se não porque nem tudo se vê?

Porque há anseios que esmagam

E em meio a multidões há solidão

Porque somos envolvidos em mistérios?

Se nos pegámos efêmeros no universo!

 

Se nos emanciparam, mas somos dependentes

Se querem sempre que sejamos subservientes

Se nunca nos querem irmão só concorrentes

Se ao passo que nos diz livres, põe-nos correntes

Se o que predomina é a lei da selva

Se os mais fortes sempre nos predam

 

Como explicar?

Se temos:

Anseios e temores

Amor e rancores

Afagos e fugas

Beijos e repulsa

 

Ora:

Todo ternura

Todo loucura

Todo beleza

Todo feiura

Todo sabedoria

Tanta loucura

 

Viver é saber administrar-nos

Saber lidar com nossas idiossincrasias...

 

Viver é o máximo

Viver é massa...

 

Miranda

VAIDADE


TUDO BOBAGEM


Sentimento rasteiro do humano coração

É virtude só na aparência,

Ninguém se admite, vive-la,

Porém traze-a de berço

Essa que vive à espreita

Escondida no peito,

Nas ações mais piedosas,

Não a reconhece quem lhe abriga,

Pois esconde os defeitos

E traz luz ao defeito de outros,

Vangloriar-se é premissa,

Até na angustia se engrandece,

A beira da morte a enaltece

Como se angustia não gerasse a morte,

Se põe entre pompas ao despir-se a vida

Ao querer veneração mesmo no pós tumulo

A esse mal já denunciava o sábio arauto:

Vaidade de vaidades tudo é bobagens

Ao ser em-si-mesmado só resta vaidade!

 

Miranda

 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

ESCREVER




A VIDA

 
O que é a vida?

 Quais as palavras para defini-la?

 Quantas saídas, subidas, descidas...

 Quantos atalhos, estradas, entradas...

É uma vida de muitas idas e voltas...

 Muitos dias de chegadas e de partidas...

 De frases e versos, tantos gestos que se repetem...

 Dores, cores e  palores, tantas incertezas, viver fugaz...

 Tempos difíceis, frio que não aquece, tempos lembrados, esquecidos

 Vidas parecidas, quase iguais, conquanto são únicas, singulares

 Tempos com sentimentos de vitórias, medos vencidos de tempos pedidos

 São nossas histórias, sendo construídas num labirinto chamado vida

 São nossas histórias, nossas memórias nessa construção que chamamos vida

 São recheios de beleza, contornada de perigos, mas vividos com leveza.

 Caminhos refeitos ao sol, pensados a lua, entre quedas e levantes.

 Muitas novas tentativas, em meio as descidas e subidas.

 E se nada disso aconteceu, simplesmente não viveu,

 Haverá sempre uma nova chance de se viver!

 
Miranda