Minha lista de blogs

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Não é adeus

 

Não digo adeus

Entre montanhas de lembranças, parto sem despedida,

Então, não é um adeus, é um vou ali, vida compartida.

Nossas histórias entrelaçadas, como rios que se encontram,

No abraço da saudade, nas asas do tempo que voam.

 

A geografia nos leva por caminhos inexplorados,

Mas a fraternidade, como estrela guia, está sempre ao nosso lado.

No acolhimento mútuo, encontramos abrigo,

Em cada passo, a certeza de um laço indestrutível, antigo.

 

Somos sementes de uma mesma raiz, dispersas pelo vento,

A distância física é um desafio, mas não um impedimento.

Conte comigo sempre, mesmo quando longe estiver,

A força do "sangue" que nos une é mais forte que qualquer derradeiro adeus.

 

Se minhas palavras feriram corações, peço perdão,

Na poesia da vida, às vezes, o tom se perde na emoção.

Que a compreensão seja a ponte que nos re-conecta,

Irmãos, a despeito das distâncias, nossa irmandade é eterna e completa.

 

Miranda

SILENCIAR


É DIZER

Entre palavras que dançam no ar
No labirinto do tempo entrelaçado
Caminham silente, lado a lado
Desvendando silêncios a ecoar...

Trocar palavras, tarefa simples, vã...
Decifrar silêncios, ah, é arte que emana...
No enigma dos gestos que não se explicam
Desvenda-se intenções que se multiplicam

Caminhar é fácil, na trilha da vida!
Mas o verdadeiro desafio é a sintonia perdida
Como encontrar-se nesse vasto caminhar
Se perdermos a essência ao nos distanciar?

Assim, no embalar das palavras e silêncios sutis
Descobrir-se-a o sentido que nos unirá febris...
Na interpretação do que não é dito
Encontramos a magia dum silenciar infinito

No silêncio, ouça...

Miranda

ÓDIO

EMBEVECE A VINGANÇA

No caminho da vingança, o viajante se perde
Nas sombras escuras onde o ódio cresce
Um veneno ardente que o coração ferve
Cegando a razão, onde a alma padece
 
"A vingança assim como o ódio", ecoa a advertência
Um pacto sinistro que seduz o ser humano
Na busca de justiça, perdendo a essência
Afogando-se em um mar de desengano
 
O desejo de reparação se transforma em prisão
Onde a mente se torna refém da ira
No labirinto escuro da própria destruição
Caminha o vingador, sem perceber a lira
 
Um ciclo cruel, onde não há ganho
A ilusão de vitória é apenas um engano
No fim, o veneno consome o dono
E a vingança se torna o próprio desengano
 
Então, ó viajante, escute o sussurro do vento
Antes que seja tarde demais para compreender
Que na busca da vingança, não há contento
Apenas a sombra do que poderia ser

Miranda