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quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Ano Novo

 

           Novas Ações

 

O ano se despede em vestes douradas

Um sopro de renovação ecoa no horizonte

Um novo ano sussurra promessas silenciosas

mas pede mais do que sonhos, exige ação

 

As estrelas traçam caminhos no céu

mapas sutis de esperança e verdade

Porém, sem passos firmes, um "doce" labéu

pode mascarar o desejo de liberdade

 

Para ter um ano diferente

Não basta esperar pela magia do acaso

Você tem que ser fogo, ser semente

reinventar o presente a cada passo

 

As mãos que ontem moldaram rotinas

Hoje, devem ousar novos caminhos

Mude as faixas já repetidas

pelos campos livres, ainda ignorados

 

Se antes o medo ditava os planos

Que a coragem agora seja direção

Livre-se de erros já passados

Flua livremente, como um rio pela manhã

 

Mudar as ações é mudar a essência

não apenas o que fazemos, mas quem somos

É acreditar que o esforço supera a inércia

e que o brilho dos átomos nasce do barro

 

Que o novo ano traga a lição

cada escolha é uma base construída

E o futuro, que bate no nosso coração

É o espelho do que construímos hoje


Miranda

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Partiu

 


                            E Quando eu for?

 

Quando eu partir,

não se force a esquecer o eco do meu ser

mas sim para cultivar a memória

como se fôssemos flores num jardim eterno

 

Se você precisar de mim

ouça o sussurro do vento

ou no crepúsculo

busque a dança das sombras

onde a luz se despede em brilho

 

Sente-se nas sombras do nosso amor

e você sentirá: a essência nunca desaparece

pois corações entrelaçados nunca se soltam

como raízes que abraçam a terra

 

Quando eu partir,

Não deixe a saudade te consumir

mas aprenda a me tocar nas memórias

que o tempo guardou em teu seio

 

Eu vou estar lá,

na sinfonia do riso

no silêncio que acaricia

na brisa que sussurra nosso nome

 

E assim, mesmo na ausência

seremos um poema escrito nas estrelas

onde a distância é apenas um verso

e o amor, a rima eterna que nos une


Miranda

Graça sobre Graça

 

Gratidão.

 

No vale das sombras, onde a dor se esconde.

entre os espinhos da vida, caminhei.

mas a cada passo uma luz me responde.

como um farol, sua presença eu encontrei.

 

Deus, em Sua graça, nunca me abandonou.

em dias nublados, Suas mãos me guiou.

mesmo na penúria, o amor me cercou.

e na mesa da esperança o pão se multiplicou.

 

Família, meu refúgio, meu abrigo seguro.

com abraços calorosos e olhares amorosos.

em cada lágrima, um gesto tão puro.

nossos laços, um remédio, um brilho eterno.

 

Agradeço ao Senhor, pela fé que desperta,

pelas longas noites que a paz me trouxe,

por cada sorriso que a vida me vende,

pelos sonhos renovados que se foram em mim.

 

No horizonte, vejo um novo amanhecer,

com coragem e amor, a vida recomeçando,

grato ao Criador e à família, a florescer

a cada passo, um motivo para comemorar.

 

Que a gratidão seja sempre minha canção,

em cada batida do coração, uma oração,

porque mesmo nas lutas sempre há futuro,

e em Deus e na família minha alma está tecida.

Miranda

Poema de Luto

 


À Sombra da Morte


A morte é o igualador de todos os homens


Na penumbra do ocaso, a vida se vai,  

Como a vaidade do vento, "porque do pó vieste, 

E ao pó voltarás" (Gênesis 3.19),  

Um ciclo eterno, e, tudo se repete.

 

Vagueando por vales de sombras e medos,  

"Não temerei nenhum mal" (Salmos 23.4), 

A dor e a tristeza são os fardos de seus segredos,    

Mas a luz dentro das trevas é um farol.

 

A morte não representa o fim, mas sim um novo início,  

"Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11.25), 

O eco de promessas, um divino compromisso,  

Na eternidade, a alma está abrigada.

 

As lágrimas que caem são as sementes do amor, 

"Bem aventurados os que choram" (Mateus 5.4), 

Pois da dor do luto, renasce a flor,  

E a esperança renasce, como o canto do novo laboris.

 

Então, ao fim deste caminho incerto,  

"Em todo o tempo ama o amigo" (Provérbios 17.17), 

A morte é um portal, o seu destino aberto, 

Jesus nos une, nos acolhe, em amor infinito

 

Por isso, não temeremos o último respirar,    

Afinal "o Senhor é a minha luz e salvação" (Salmos 27.1), 

Na dança da vida, o amor é o giro,   

E na eternidade, encontramos a união.

Miranda

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

ENVOLVENTE

 

ELA É VENTO 

Existem contornos que não se esboçam no corpo, mas no silêncio de um gesto, 

nas voltas sutis de uma palavra que é suave como acariciar o ar, ter cada sílaba marcada para seguir o caminho direto até o coração. 

Contornos que se traçam no olhar que, terno, reconhece o outro não para aceitá-lo, mas para libertá-lo, como se compreendesse que a verdadeira presença não precisa estar presente. 

Ela dobra o tempo pela paciência de quem pode esperar 

contorna as dores pelo alívio de quem já compreendeu o peso do mundo e 

decide não carregá-lo, mas derretê-lo em gentileza.  

Não é essa beleza que se vê nos espelhos, 

não é esta beleza que se mede em traços ou formas que o olho busca; ela está nas entrelinhas invisíveis, onde a alma se torna visível em mínimos  detalhes:

um sorriso furtivo, um breve tempo antes de falar, o cuidado silencioso de quem capta o que não se diz. 

Meiga, não pela fragilidade macia, mas pela força que habita 

na ternura de quem não precisa de força bruta para ser total. 

Ela é o vento que envolve, mas não força; 

é o rio que corre, moldando a pedra sem jamais atingi-la. 

E assim, suas curvas, sua beleza, sua ternura 

são uma dança que o mundo não vê, mas sente. 

Pois é na delicadeza da alma que se encontra o encanto que não se apaga.

Miranda

SEM GRITO

 


SER FORTE

Ela se move na vida, envolta em véus invisíveis, 

de cujos fios se tece a ilusão de que o que se vê no espelho basta. 

Seu olhar é profundo, mas contido, como uma chama acesa 

que hesita em arder por inteiro, acovardada pela sombra de dúvidas que nunca foram suas. 

O ouro de seu espírito brilha, embora ela não o veja, 

porque seu valor, tal qual o de uma joia escondida nas profundezas, não pede louvores ou palmas. 

Mas ela, de cabeça baixa, na quietude de suas batalhas diárias, 

sabe, no fundo, que a beleza não é somente toque, é presença — 

e ser feminina não é seduzir o mundo, mas habitar silenciosamente o mundo. 

Sua força não grita, não se veste de pompas; 

dá-se em pequenas rebeliões de ser e existir sem ter de provar nada. 

E o homem não é rival ou espelho distorcido, 

ele está aqui ao seu lado, não na frente ou atrás, 

porque ela sabe que a grandeza não precisa de comparação para ser. 

Seu poder não se alimenta da negação, mas da escolha do inteiro 

mesmo quando o mundo tenta fazer ela sentir-se menos do que é.

Miranda

sexta-feira, 24 de maio de 2024

PRESENTE DE FUTURO

 


 SEM PESO DE PASSADO

 

No infinito da mente, o passado se entrelaça,

vestígios de lembranças que o tempo não desfaz...

O passado ressurge no agora,

seu eco ecoa, como um sussurro que não se esvai

As sombras do que fomos, o que fizemos,

Persistem, como fantasmas que nos assombram

O passado precisa ficar no passado, pois o presente é construção,

Viver passado pode ser ferida que não cicatriza, um comichão

Mas na consciência do agora, reside o poder,

de confrontar, de compreender, de crescer

Aceitar o passado é transformá-lo em lição,

pois é no presente que encontremos redenção

Então, encare o passado, como um aluno a seu mestre,

aprenda suas lições, sem medo de se perder

É agora no presente que moldamos o futuro,

Que liberta-nos das correntes do que já foi, do obscuro

 

Miranda

PENSE

 

É PROIBIDO PENSAR?!

Quando todos ecoam as mesmas palavras,

É a realidade do pensamento que se perde,

A originalidade se esvai em correntes padronizadas,

E a diversidade de ideias se dissipa na inércia

Pensar é desbravar caminhos não conhecidos,

É desafiar o status quo pré-estabelecido,

É ousar questionar, criar, inovar,

Erguendo o estandarte da singularidade

A mente precisa ousar, divergir das convenções,

Ter a centelha que acende a chama da evolução,

Ver o farol que guia para novos horizontes,

desafiando a estagnação e a uniformidade.

Celebrando a dissonância de pensamentos,

É dela que nascem as revoluções do intelecto,

Erguendo brindes à singularidade de cada mente,

Afinal, é na diversidade que a verdadeira sabedoria marca encontros

 

Miranda

 


PRESENTE

 

A MORTE SEMPRE VELOZ 

Chega apressada, dá uma desculpa e diz que foi infarto...

Tira de nós aquele que não abriríamos mão!

Leva sem despedida, se quer um abraço ou um punho cerrado!

Estava em casa, não podia viajar, nem tinha um roteiro.

Até que chega a notícia carregada de dor, 

que agora perdemos o nosso Eliezer de tantas lutas!

Uma dor que nos deixa impotentes, 

arranca-nos os movimentos...

Nos remete a tantos momentos importantes, 

como querendo trazer de volta o passado!

A dor que nos corta é pungente, o choro que deprime sufocante...

Um enorme vazio no coração, parece que fora arrancado - saudade que é eterna...

dum amigo, dum companheiro, dum mestre!

Sua voz silenciou, mas seus feitos eternizados...

Suas falas vívidas na memória - "palavras tem conteúdo"!

Eliezer companheiro PRESENTE!

4 anos de saudades 

 

Miranda


DIAS LIVRES

 

LIVREMO-NOS

Entre os dedos, a liberdade escapa,
Em tempos de crise e incerteza,
Um conceito desejado e idealizado,
Quase utópico, como um sonho.
Autonomia plena, consciência em paz,
Dias livres, buscados incessantemente,
Mas o paradoxo nos envolve,
Barreiras erguidas pelo próprio ser humano.
Clamamos por liberdade,
Enquanto desejamos controlar e possuir o outro,
Uma batalha por poder,
A verdadeira essência perdida em jogos de dominação.
Refletimos sobre o significado,
Será que é apenas ausência de restrições?
Ou vai além, respeitando a autonomia do outro,
A verdadeira liberdade não pode coexistir com a posse...
Tempos difíceis, complexidade nas relações,
Intenções egoístas sob o manto de causas nobres,
A luta deve ser por empatia, compreensão,
Reconhecimento mútuo da individualidade e dignidade.
Escrever um poema é resistência,
Imaginar um espaço onde a liberdade seja compartilhada,
Versos carregando esperança,
Um dia, realidade vivida por todos.
A verdadeira liberdade começa dentro,
Tratando a nós mesmos e aos outros com amor,
Lutando por um mundo onde cada indivíduo,
Seja livre em sua plenitude.
Assim, escrever sobre dias livres,
É reflexão e ação,
Valor inestimável da liberdade,
Para toda a humanidade.

Miranda

quarta-feira, 6 de março de 2024

A VIDA COMO ELA É

O QUE É A VIDA?

Num surto, o susto, impotência é o sentimento...

 

No turbilhão da vida, um surto irrompe

O susto ecoa, impotência se instala

Entre glórias e inglórios, a história se compõe

Lapsos, relapsos, momentos de agonia

 

Na dança das horas, a alma se debate,

No palco da existência, o enigma se revela,

Mas no silêncio do caos, a calma se esconde,

E a poesia da vida, em versos se desdobra

 

No caleidoscópio da existência, os dilemas se entrelaçam

E na teia do destino, os nós se apertam

Mas no fluir das estações, há uma melodia

Que embala a alma aflita, com suave harmonia

 

No tumulto das emoções, a mente se perde

E na tempestade dos sentimentos, a razão se esconde

Mas no eco do silêncio, há uma voz a guiar

Que acalma o coração, pronto para recomeçar

 

Assim é a dança eterna da vida,

Entre surtos e sustos, impotência e glória

Nos altos e baixos, re-encontramos a essência

E na poesia da jornada, descobrimos a verdadeira transcendência


Miranda


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Não é adeus

 

Não digo adeus

Entre montanhas de lembranças, parto sem despedida,

Então, não é um adeus, é um vou ali, vida compartida.

Nossas histórias entrelaçadas, como rios que se encontram,

No abraço da saudade, nas asas do tempo que voam.

 

A geografia nos leva por caminhos inexplorados,

Mas a fraternidade, como estrela guia, está sempre ao nosso lado.

No acolhimento mútuo, encontramos abrigo,

Em cada passo, a certeza de um laço indestrutível, antigo.

 

Somos sementes de uma mesma raiz, dispersas pelo vento,

A distância física é um desafio, mas não um impedimento.

Conte comigo sempre, mesmo quando longe estiver,

A força do "sangue" que nos une é mais forte que qualquer derradeiro adeus.

 

Se minhas palavras feriram corações, peço perdão,

Na poesia da vida, às vezes, o tom se perde na emoção.

Que a compreensão seja a ponte que nos re-conecta,

Irmãos, a despeito das distâncias, nossa irmandade é eterna e completa.

 

Miranda

SILENCIAR


É DIZER

Entre palavras que dançam no ar
No labirinto do tempo entrelaçado
Caminham silente, lado a lado
Desvendando silêncios a ecoar...

Trocar palavras, tarefa simples, vã...
Decifrar silêncios, ah, é arte que emana...
No enigma dos gestos que não se explicam
Desvenda-se intenções que se multiplicam

Caminhar é fácil, na trilha da vida!
Mas o verdadeiro desafio é a sintonia perdida
Como encontrar-se nesse vasto caminhar
Se perdermos a essência ao nos distanciar?

Assim, no embalar das palavras e silêncios sutis
Descobrir-se-a o sentido que nos unirá febris...
Na interpretação do que não é dito
Encontramos a magia dum silenciar infinito

No silêncio, ouça...

Miranda