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segunda-feira, 13 de julho de 2020

PARTIDA


CHEGADA

Não me projeto para o fim
Viver não pode ser assim
Prefiro ir vendo a estrada
Não pode ser um tudo ou nada

Se houver desfiladeiro
Não serei o primeiro...
Para subir prefiro a escalada
Ninguém me servirá de escada

A caminho sempre irei aprendendo
Sem desistir seguirei ensinando
E se porventura faltar direção
Jamais faltará motivação

Não haverá noite perdida
Enquanto viver esta vida
Não me apossarei do lamento
Nem me apresentarei isento

Desde que embarquei na vida
Com ela contraí uma dívida
E não seguirei solto ao vento
Vida plena é meu pensamento

Se é destino?
Pode até ser!
Obra do acaso ?
Talvez!

Minha partida
Até
Minha chegada
Enfim...

Miranda

quinta-feira, 2 de julho de 2020

DISTANCIAMENTO


PODE SER PERTO
 
Nos deixaram longes

Afastaram-nos

Hoje perto é distante

E o medo é gritante

Faz a saudade doer

Pontiaguda...

 
Vamos combinar

Longe não precisa ser distante

Quero ver, olhar-te como d”antes

Ainda que não aja toque

O sentimento pode ser forte

É que viver longe só a morte

 
Ainda podes exalar teu perfume

Esse longe não afeta o olfato

Só não pode ainda ir ao tato

Mas a alma sabe ser sublime

 
Não terás que ir pra longe

Lá dá até medos

Enclausurar é só pra monge

És livres como arvoredos

 
Podes calar, mas deixe o amor falar

Vez por outra há lugar pra solitude

Solidão não, pois consome até matar

Se liberte, voe e ganhe altitude

Só não vá tão longe...

Nem se faça distante...


Agora pode até faltar abraços

Mas estão guardados

E todos bem apertados

Perto do peito e dentro dos meus braços!

Foi só um tempo...

 

Miranda

quarta-feira, 1 de julho de 2020

SEGREDOS


SOFREGOS

Não quero ouvir segredos

Mesmo se não os falo

Mas se queres é pedir ajuda

Fale a quem te escuta

Quem te ouvi e não julga

Que compreende...

E se faz presente!

 
Pode até existir a distancia

Só não pode ter é ausência

Pois sempre estar, é chegar

Se há sonhos a se materializar

Mas sempre estar, é partir

Se a verdade porventura fugir

De que importa a saudade...

 
Pode as lembranças bater como sino

E a cada pancada o desatino

De quão longe o passado sinto

Até que apaziguadamente tino

Só não dá para fazer-se pedra

Pois se assim for:

Não gritar, sem queixar-se – empedra!

 
Quando há mal e sofrer não há candura

O lutar torna-se hostil e a vida dura

Só não há mal que dure eternamente

Há que arrefecer  alma e mente

Até que os dias não sejam intermináveis

Onde os sôfregos cessem indizíveis

E rume os passos e tragam abraços!

 Miranda