HAJA CRUZ
E HOUVE LUZ
Quando Ele se esvaziou...
Deixou seu trono de glória
Quem sempre fora eterno
Na periferia da Judéia nasce
De uma virgem camponesa
E nem tem propriedade!
Onde reclinar a cabeça?
Pobre e já vítima da opressão
Mesmo de descendência real
A falada Belém, sua cidade natal
Uma recepção de sem-teto
Longe do centro religioso
Anjos anunciam fervorosos
Na recepção simples pastores
Nem sábios, nem doutores
Ali na estrebaria Ele e gente do povo
Não teve berço de ouro
Seu aconchego um cocho
Sua companhia animais
No cuidado dos pais
E visitado por magos
Vindo do oriente distante
Com presente a majestade
O Emanuel, menino Deus
Porém rejeitado pelos seus
Seu transporte era especial
Barcos de pescadores
Jumento e não cavalgadura real
Fazia de palco as estradas
Um mar ou até um poço
Sua mensagem a própria vida
Perdoando e amando
Curando e levantando
Transformando o velho homem
Caminho, verdade e vida
Mãos feridas para curar
O puro amor a exalar
Na lagrima, sangue e suor
Da angústia a dor maior
Queriam que fosse o maior do templo
Ou o melhor rabino de seu tempo
Que restituísse à Israel independência
Que assumisse toda proeminência
Porém rejeita um trono de purpura
E a troca por uma morte cruel e dura
Derrama sangue carmesim
Emanuel seria Deus, enfim?
Sim, porém o Deus homem a sós!
Seu fim uma dolorosa cruz
Até o brado está tudo pago!
E ao ressuscitar...
Dissipa trevas trazendo luz
Por isso Deus:
Antes que dissesse haja luz
Já dissera haja cruz!
Miranda


