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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

NATAL

 

 


HAJA CRUZ

E HOUVE LUZ

Quando Ele se esvaziou...

Deixou seu trono de glória

Quem sempre fora eterno

Na periferia da Judéia nasce

De uma virgem camponesa

E nem tem propriedade!

Onde reclinar a cabeça?

Pobre e já vítima da opressão

Mesmo de descendência real

A falada Belém, sua cidade natal

Uma recepção de sem-teto

Longe do centro religioso

Anjos anunciam fervorosos

Na recepção simples pastores

Nem sábios, nem doutores

Ali na estrebaria Ele e gente do povo

Não teve berço de ouro

Seu aconchego um cocho

Sua companhia animais

No cuidado dos pais

E visitado por magos

Vindo do oriente distante

Com presente a majestade

O Emanuel, menino Deus

Porém rejeitado pelos seus

Seu transporte era especial

Barcos de pescadores

Jumento e não cavalgadura real

Fazia de palco as estradas

Um mar ou até um poço

Sua mensagem a própria vida

Perdoando e amando

Curando e levantando

Transformando o velho homem

Caminho, verdade e vida

Mãos feridas para curar

O puro amor a exalar

Na lagrima, sangue e suor

Da angústia a dor maior

Queriam que fosse o maior do templo

Ou o melhor rabino de seu tempo

Que restituísse à Israel independência

Que assumisse toda proeminência

Porém rejeita um trono de purpura

E a troca por uma morte cruel e dura

Derrama sangue carmesim

Emanuel seria Deus, enfim?

Sim, porém o Deus homem a sós!

Seu fim uma dolorosa cruz

Até o brado está tudo pago!

E ao ressuscitar...

Dissipa trevas trazendo luz

Por isso Deus:

Antes que dissesse haja luz

Já dissera haja cruz!

 

Miranda

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

QUANTO TEMPO

 

QUANDO É TEMPO

 

O que seria o tempo?

Seria um misto de ganha-perde?

 

O tempo deu...

O tempo levou...

E chega problemas

E tome solução

Entre soluços e ais

Entre o mar e o cais

E o tempo?

Ah, ora rapidamente

Ora eternidade

E entre perdas e perdas

Sofremos nossos ganhos...

Uns o tempo leva

Deixando a saudade machucar

Quando menos espera o tempo voa

Traz quem foi e nos comove

De repente a tudo move

E traz lagrimas em enchente

E nesse meio tempo

Faz-se planos, um novo crer

E nessa volta o vento traz

Quem deveria levar

Até que na nova partida leva

Quem deveria ficar

O tempo segue

E vai jogando com a vida

A vida segue embalada no tempo

E a gente segue perdendo o rumo

O tempo vai de sul a norte

E sobrevivendo os fortes

Quanto tempo a esperar bom tempo

Tempo bom a gente faz...

Tempo leva oportunidades e traz

Olhar o tempo é fazer a hora

Tempo leva e traz tristezas

O tempo muda prantos em risos

Então viva a vida

Já que o tempo é senhor

 

Miranda


DIVIDA A DOR

 

EMPRESTE UM OUVIDO

 

Joga para fora o lamento

Divide essa dor aí dentro

Antes que essa angustia doída

Lhe tire toda a vontade pela vida

 

Fale da dor dessa alma

Deixe que outro te acolha,

Abrace e divida a dor d’alma

Ainda há opção, escolha

 

Fale de tuas dores, dos medos

De um bom ouvido vem a cura

Estancando tantos segredos

Dividir medos faz a vida mais segura

 

Volte a sorrir outra vez

Siga contando tuas dores

Há tempo de mudar o revés

Viver o amor e outros sabores

 

Vamos, é possível viver sem assombros

É preciso viver os nossos sonhos

Se reconstruir dos escombros

Afinal a vida é feita de reencontros

 

Miranda

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

AOS MEUS COMPANHEIROS DE JORNADA


INCERTA TRAVESSIA

Na vida somos passageiros, vamos deixando muita coisa pra trás, não poucas vezes dura é a travessia até chegar no fim da jornada, lá no desembarque.

Tudo vai passar, e, que não nos esqueçamos hoje, que só estamos numa travessia turbulenta para muitos...

(Ah, mas não se esqueçam que estamos todos no mesmo MAR, mas não estamos TODOS no mesmo BARCO)

Ah, e esse barco também não é seu!

Que não nos falte generosidade e que a solidariedade não seja auto-promocão, nesta dura, atribulada e longa travessia.

Não acredite na humanização do capital (patrão)...

Seu papel é desumanizar o indivíduo...

Esse indivíduo, desumanizado, é compreendido como uma peça defeituosa de uma máquina na linha de montagem, que necessita de reparo ou substituição (facão)...

Só a vontade coletiva dos trabalhadores pode alterá-lo, quando compreender que fôra alienado - um análogo às máquinas e ferramentas.

Sim, há luz no fim do túnel...

Veremos luz adiante...

Quem sabe seguraremos nas mãos uns dos outros, e, talvez, não deixaremos ninguém para trás.

🤜🥀🤛

05 de Abril 2021 Maeda publicou, mas foi retirado imediatamente.

 

Miranda


domingo, 5 de dezembro de 2021

CAMINHANDO E CANTANDO

 

E SEGUINDO A POESIA

 

Segue aqui uma tarefa ao nosso 3º A

É tarefa de eletiva que iremos trabalhar

Aulas as sextas feiras todos tentam fugir

E terá atividade! “Não vi!” Nem tente fingir!

 

Aqui nossa tarefa será trabalhar poesia

Afinal a vida também é feita de magia

Podemos começar pelo bairro ou até pela escola

Levar a nossa história por esse mundão a fora

 

Pode ser:

Conto, canto e retrato

Música, poesia e imagem

Repente, cordel e paisagem

Visual, romantismo e Protesto 

 

Nem se preocupe com métrica de um poema

Poesia é arte basta que escolha um tema

Pode falar de sua vida ou mesmo de um amor

Pode falar da natureza e da beleza da flor

 

Escolha o que quiser, fale até de seu estudo

Todos somos capazes, há muita desenvoltura

Portanto, leia, se envolva, ache um bom conteúdo

Há sempre  bons livros, há boa literatura

 

Também leia bons poemas, contos e até jornais

A leitura faz um bem, traz cultura e Educação

Leia revistas e romances podem ser fundamentais

Podem te abrir a mente e te ampliar a visão

 

Poesia pode ser libertadora, Educação em ação!

Mas não se preocupe, nem é preciso saber tudo

Só tenha o bom senso, da boa educação

Pode até mudar o mundo, se não se fizer de mudo!

 

A idéia é que leia um texto e entenda!

E que viva o que aprendeu!

Já dizia Guimarães Rosa:

“Mestre não é quem ensina,

Mas quem de repente aprende”

 

Prof. Miranda

“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo.

Todos nós sabemos alguma coisa.

Todos nós ignoramos alguma coisa.

Por isso aprendemos sempre.”

Paulo Freire

Chamada ao 3º ANO A no revezamento da pandemia

Aulas de Eletiva

ENTRE A ESPERANÇA

 


E O LAMENTO

 

Vivo a esperançar

Ora a lamentar

Volto sem ânimo de esperar-indo

Vendo a des-graça a muitos possuindo

Des-acredito...

Re-acredito...

Mais fé...

Fé-de-menos

E tudo muda, re-trocesso

Há estrada...

Falta o Caminho

Um duro processo

Uma parada;

Como não posso parar

Me ponho a caminho

Até o coração sossegar

Rumo ao meu destino

Viver é o meu instinto

Quer aflito ainda insisto

Num grito preso, eu mudo

Mudo, pois, sigo a esperançar

Emudeço até gritar

Enquanto muitos anestesiados...

Sub-serviência parece um estado

Já num estágio avançado

Enquanto aumenta a fila de alienação

Mesmo se haja falta ou pouco pão...

Se quer, foi o diabo que o amassou

Ele tem serviçais...

Tem semi-deus

Profetas escondendo o caos

E são terrivelmente...

Sim claro, mentem

Enganam seus adeptos

Muitos sabichões e ineptos

Seria o fim do mundo?

Talvez um abismo profundo!

Carrego a utopia da re-volucão

Quem sabe da mente em ação

Que não mais estarão à venda

Até o dia que não mais se rendam

 

Miranda