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terça-feira, 9 de novembro de 2021

PODE ATÉ SER AZUL

 


SÓ NÃO PODE PERDER A COR


Que medo é esse seu moço

De ser invadido de repente

Logo passando dos 40

Um ser de virilidade expoente

Até chega a fazer piada

Diante do medo que não passa

De um tal de toque retal

Que pode mudar sua vida

Só quem você é que não muda

É só uma entrada reta

Para que não aja surpresa

Nem seja tarde a descoberta

Homem que é homem, e, se presa

Perde todo velho pré-conceito

E mostra ser cabra de respeito

Se cuidando só para cuidar de quem se ama!

 

Miranda

 


A PÁTRIA QUE NOS PARIU


CADÊ A MÃE GENTIL

O Brasil que mora em mim

Vive a chorar todo dia

Um choro que não tem fim

Por toda sorte de covardia

 

A muitos a desigualdade cresce

A poucos aumenta-se privilégios

Onde a maioria empobrece

A elite é o próprio sacrilégio

 

Se quer tem a preocupação

Com a educação, cultura e arte

Promovem a segregação

A violência em toda parte

 

Somente a educação

Para nos desanestesiar

Que aprendamos a lição

E não paremos de lutar

 

Não vamos nos omitir

Não podemos nos sujeitar

Diuturnamente insistir

Aprender e reeducar

 

Na pátria que nos pariu

Não dá para ficar no lamento

A pátria deve ser mãe gentil

Não nosso algoz e tormento

Miranda


OUTUBRO ROSA

SEM ESPINHOS

 

Ofereço rosas a toda mulher

Que saiba superar o que vier

Que sobretudo se sinta querida

Que saiba quão belo é viver a vida

 

Que elas se engajem nessa campanha

Que não se descuidem da mama

E a alegria no peito lhe seja a gana

Que jamais o câncer seja um drama

 

Mulher se cuide, faça prevenção

Onde o viver seja a profusão

Outubro rosa é só o alerta

Que cuidar-se é a escolha certa

 

Recebam meu carinho em poesia

Ainda que não lhe entregue uma rosa

E meu respeito a quem é toda magia

E exalam pela vida o perfume das rosas

 Miranda