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sexta-feira, 11 de abril de 2025

PELA VIDA

 


VI...

Uma reflexão a partir desse poeta/filósofo - Quentin Machado, conhecido por suas obras que refletem sobre a vida, o amor, a natureza e a espiritualidade.
O poema "Ao longo do meu caminho" é uma das suas obras mais famosas, e é conhecido por sua beleza e profundidade. O poema é uma reflexão sobre a jornada da vida, e como ela nos leva a descobrir quem somos e o que realmente importa.
Inspirado em Quentin Machado:
Ao longo da jornada aprendi que a vida é um rio que nunca cessa de fluir;
Cada momento é uma gota que se dissolve no oceano do tempo, e não há como segurá-la;
A infância é uma dança inocente, onde os pés descalços pisam na terra fértil da imaginação;
A juventude, por sua vez, é o desabrochar de uma flor que ainda não conhece as tempestades;
A "velhice" ao chegar traz consigo a sabedoria de quem já viu o sol nascer e se pôr inúmeras vezes, mas também a nostalgia de um tempo que não volta mais;
Aprendi que o medo é uma sombra que nos persegue, mas que, quando enfrentada, se revela apenas uma ilusão;
O hábito é o fio que tece o tapete da rotina, e o apego é a corda que nos amarra ao que já não nos serve mais;
As pessoas mudam, sim, e que o poder pode ser um véu que distorce a essência de quem somos;
O dinheiro, embora necessário, é um mero instrumento, incapaz de curar as feridas da alma;
A coragem é a luz que nos guia na escuridão, enquanto a submissão é a cela que nos aprisiona;
A verdade é a chave que abre as portas da liberdade, e a mentira é o peso que nos arrasta para o fundo do abismo;
O saber é uma chama que ilumina a mente, e o "trabalho" é a terra que cultivamos com nossas mãos;
A despedida, por mais dolorosa que seja, é o preço que pagamos por ter amado;
A juventude não se mede pelos anos, mas pela disposição de sonhar;
A escola nos ensina as letras e os números, mas é em casa que aprendemos a ser humanos;
Os sonhos são as estrelas que nos guiam, mas a paz é o chão que pisamos quando estamos em harmonia com nós mesmos;
A liberdade é uma bandeira que levantamos, e o orgulho é a muralha que nos separa dos outros;
O perdão é um remédio que age devagar, mas que cura profundamente;
O rancor, por outro lado, é um veneno que corrói a alma;
Os filhos são como pássaros: um dia, abrem as asas e voam para construir seus próprios ninhos;
Um amigo é um tesouro que devemos guardar com cuidado, e a família é o porto seguro onde aprendemos a amar e a ser amados;
O amanhã é uma incógnita, e a humildade é a virtude que nos mantém conectados à terra;
A morte é a única certeza que carregamos, mas a vida é o mestre que nos ensina a valorizar cada instante;
O Deus em que acreditamos, é a fonte de onde brota a fé, e o amor é a esperança que nos mantém de pé, mesmo quando tudo parece desmoronar;

Ao longo da caminhada aprendi que a vida é uma dança e o tempo é o ritmo que nos move;
Então, vivamos cada passo com gratidão, pois o amanhã é apenas uma promessa, e o hoje é o presente que nos foi dado;
Dediquemo-nos à poesia da vida, e desliguemo-nos das ilusões que nos distrai do essencial;
Pois, no fim, o que importa não é o que acumulamos, mas o que sentimos e compartilhamos!

Miranda

Mulheres:

 


Flores e Estrelas na Terra

No alvorecer do tempo, quando o mundo ainda era um sonho,

Deus, em sua infinita sabedoria, teceu com mãos divinas

O coração das mulheres — vasto como o céu, profundo como o mar.

Elas, que carregam em si a semente da vida,

São as guardiãs do fogo sagrado da existência,

As tecelãs dos fios que unem o humano ao divino.

E, no Dia Internacional das Mulheres,

Erguemos nossas vozes em um canto coletivo,

Um hino que ecoa das montanhas aos vales,

Das fábricas aos campos, das salas de aula aos lares.

Pois a luta das mulheres não é apenas delas,

Mas de todos nós, que sonhamos com um mundo onde

Ninguém precise carregar sozinho o peso das injustiças,

Onde os frutos da terra e do trabalho sejam compartilhados,

E onde cada voz tenha o direito de ecoar.

Sob o olhar que enxerga além das aparências,

Vemos a mulher como força transformadora,

Quebradeira de correntes, lutadora incansável,

Que enfrenta a exploração que insiste em silenciá-las,

A violência que tenta aprisioná-las,

E as estruturas que buscam negar-lhes o direito de ser.

Mas elas resistem, como a terra que renasce após o inverno,

Como a rosa que brota entre as pedras.

E no olhar humano de Jesus, encontramos a essência do amor,

Aquele que elevou a mulher à condição de igualdade,

Que defendeu a adúltera, curou a enferma,

E revelou-se primeiro à Madalena, após a ressurreição.

Jesus, o carpinteiro de Nazaré,

Mulheres discipulas que serviam-no com seus bens, companheiras de evangelho,

Não objetos, mas sujeitos de sua própria história.

Hoje, celebramos as Marias, as Joanas, as vocês mulheres

As que carregam água, as que carregam livros,

As que carregam sonhos e as que carregam lutas.

Celebramos as mães, as filhas, as irmãs,

As que cuidam, as que ensinam, as que curam,

As que escrevem, as que marcham, as que transformam.

Que este poema seja um abraço coletivo,

Um reconhecimento de que a luta da mulher

É a luta pela humanidade inteira.

Pois, como disse alguém, no combate a violência feminina:

"Quando uma mulher avança, ninguém fica para trás."

 

Miranda

Uma Jornada

 Gilmara Ferreira

Não espere dela mais do que ela pode dar

O

amor, como disse Bob Marley, não é uma busca pela perfeição, mas uma jornada de

aceitação e entrega.

Ele nos lembra que não importa se você não é o primeiro, o último ou o único na

vida de alguém. O que realmente importa é o agora, o momento em que dois corações se encontram e decidem caminhar juntos, apesar das imperfeições, pois a vida é uma construção.

Nenhum de nós é imune a falhas, e não há relacionamento que escape das contradições da

vida. Mas é justamente nessa humanidade compartilhada que reside a beleza do amor.

Quando alguém te faz rir, te faz pensar, te entrega seu coração mesmo sabendo que ele pode ser quebrado, está te oferecendo um presente divino. E cabe a nós honrar

essa confiança, sem tentar mudar o outro, sem exigir mais do que ele pode dar. O amor não é sobre posse ou controle, mas sobre aceitação e respeito. É sobre sorrir nos momentos de alegria, enfrentar juntos os desafios e sentir falta quando a distância se impõe. É sobre amar com todo o ser, sem reservas, sem medo de se entregar.

A

Bíblia, em sua sabedoria eterna, nos ensina que o amor é paciente, é bondoso, não inveja, não se orgulha, não se irrita facilmente e não guarda rancor (1 Co 13.4-5).

E no livro de Gênesis, encontramos a promessa de que o homem e a mulher se unirão e se tornarão uma só carne, sob a bênção de Deus (Gn 2.24). Esse vínculo sagrado é fortalecido pelo compromisso de amar e cuidar um do outro, não apenas nos dias fáceis, mas também nos momentos de luta e incerteza.

"Até que a morte os separe" não é apenas uma frase dita em cerimônias de casamento; é um compromisso solene diante de Deus e dos homens. É a promessa de que, independentemente das imperfeições, dos erros e das mudanças que a vida traz, o amor permanecerá firme. Porque o amor verdadeiro não é sobre encontrar alguém perfeito, mas sobre amar alguém de maneira perfeita, com toda a intensidade e humanidade que ele merece.

Que possamos, então, honrar esse compromisso, amando com paciência, bondade e fé.

Que possamos enxergar no outro não apenas suas falhas, mas a imagem e semelhançade

Deus, e que o amor que compartilhamos seja um reflexo do amor divino, que

nunca falha e nunca acaba. Porque, no fim das contas, o amor é a maior prova de que somos feitos para viver em comunhão, até que a morte nos separe e além.


Miranda

Poesia

 


No Dia Internacional 

 

Hoje é dia de versos, de abraços,

De palavras que tecem a vida em pedaços.

Não só de sonhos se faz o caminho,

Mas de lutas que moldam o nosso destino.

A vida é como um trem, já disseram,

Nos trilhos da história, somos passageiros.

Cada estação, um verso, um suspiro,

Um encontro, uma despedida, um retiro.

Mas hoje não falo só de partidas,

Nem de chegadas, nem de vidas perdidas.

Falo do agora, do que se constrói,

Do poeta que em silêncio se dói,

Mas transforma a dor em luz,

Em poesia que acalenta, que conduz.

É tempo de pisar firme no chão,

De trocar o medo pela mão estendida,

De acender a chama da esperança vivida.

Que o passado nos ensine, não nos prenda,

Que o futuro seja uma janela, não uma tenda.

Viver é como escrever um poema:

Às vezes rimado, outras vezes sem tema.

Mas sempre com alma, com verdade,

Com a coragem de enfrentar a tempestade.

E se a vida é um trem, que sigamos juntos,

Cada um no seu vagão, mas nunca defuntos.

Com versos nos lábios e amor no peito,

Criando um mundo mais humano, mais perfeito.

Que a poesia nos una, nos transforme,

Nos lembre que a vida é breve, mas é enorme.

E no desembarque final, quem sabe,

Encontremos a paz que tanto se sabe.

Feliz Dia da Poesia, poetas da vida,

Que a luta seja doce, a alma colorida.

E que cada verso seja um abraço,

Um refúgio, um sorriso, um pedaço

Desse trem que não para,

E nos leva além da estação mais rara.

 

Miranda

 


O "Inevitável"

 


Reflexão Paradoxal
Há uma sabedoria antiga que nos ensina: "Se forem sábios, não discuta com eles; se forem tolos, ignore-os."
Mas e quando a linha entre a sabedoria e a tolice se dissolve no ar denso da história?
E quando um golpe se veste de inevitabilidade, e o que soa como verdade se esconde atrás de palavras que não ousam nomear o que são?
O paradoxo é este: quem cala, consente; quem fala, provoca. Se os sábios se calam por estratégia, sua quietude pode ser tomada como cumplicidade. Se os tolos são ignorados por princípio, sua voz, mesmo vazia, ecoa sozinha no vácuo do poder. O que resta, então, quando o jogo das aparências dita as regras e o "inequívoco" se torna um fantasma que todos veem, mas ninguém aponta?
Talvez a verdadeira astúcia não esteja em escolher entre discutir ou ignorar, mas em perceber que, às vezes, o silêncio é a única forma de gritar. E que, em certos momentos históricos, o que chamam de "destino" não passa de uma vontade disfarçada de fatalidade.
(Um exercício de ler nas entrelinhas, onde as palavras dizem mais pelo que não explicitam.)
Um Jogo de Sombras
A democracia é uma ideia frágil, não por ser fraca, mas porque exige fé. Fé no diálogo, na alternância de poder, na possibilidade de que o outro — mesmo quando discorda — merece ser ouvido. Mas o que acontece quando essa fé é minada por quem a vê como obstáculo? Quando o jogo político se transforma em uma partida de xadrez onde algumas peças se movem fora do tabuleiro?
Historicamente, os golpes não se anunciam com estardalhaço. Eles se insinuam, primeiro como "medidas necessárias", depois como "salvações pátrias". Usam-se palavras como "ordem", "crise", "exceção" — sempre em nome do povo, mas raramente "com" o povo.
E quando a resistência surge, aplica-se a velha máxima: "Se forem sábios, não discuta com eles; se forem tolos, ignore-os." Ou seja, isola-se a crítica, ridiculariza-se o contraditório, até que a exceção vire regra.
Mas a democracia tem um antídoto: a memória. Ela lembra que golpes não são atos de força bruta, mas processos de erosão. Que começam com a desconfiança nas instituições, passam pela criminalização da política e culminam na ideia perigosa de que alguns fins justificam quaisquer meios.
O paradoxo é que, para defender a democracia, é preciso usá-la — mesmo quando alguns prefeririam atropelá-la em nome da "eficiência".
Porque no fim, o maior golpe não é o que tira um governante do poder, mas o que convence o povo de que a democracia não vale a pena, puro engodo.
E aí, a pergunta que fica é: quem realmente ignora os tolos? E quem, no silêncio estratégico, acaba por servi-los?

Miranda

A VIDA NÃO CABE

 


Vastidão do Ser

A vida não cabe em versos, 

nem em horas contadas a giz. 

Ela escorre pelos dedos, 

mas deixa marcas de infinito. 

Não somos feitos de dias, 

mas de rasgos no tempo: 

o amor que ardeu sem explicação, 

a dor que dobrou nosso corpo 

e, ainda assim, não nos quebrou. 

Perder é só um modo de dizer 

que algo maior nos habitou. 

Chorar é confessar 

que valeu a pena. 

O mundo é dos loucos, 

dos que rasgam o céu com as mãos, 

dos que caem e se lembram 

que o chão também faz parte 

do voo. 

Não há insignificância 

onde há coração batendo. 

A vida é um oceano 

— e nós, 

nós somos a tempestade 

e a bonança.


Miranda