VI...
Mesmo que na vida se mude os sentidos, Mesmo que o mundo nos remeta pra longe dos ideais, Ainda que um dia pareça no tempo estarmos perdidos, Não perderemos nossos principios...
VI...
Flores e Estrelas na Terra
No alvorecer do tempo, quando o mundo
ainda era um sonho,
Deus, em sua infinita sabedoria,
teceu com mãos divinas
O coração das mulheres — vasto como o
céu, profundo como o mar.
Elas, que carregam em si a semente da
vida,
São as guardiãs do fogo sagrado da
existência,
As tecelãs dos fios que unem o humano
ao divino.
E, no Dia Internacional das Mulheres,
Erguemos nossas vozes em um canto
coletivo,
Um hino que ecoa das montanhas aos
vales,
Das fábricas aos campos, das salas de
aula aos lares.
Pois a luta das mulheres não é apenas
delas,
Mas de todos nós, que sonhamos com um
mundo onde
Ninguém precise carregar sozinho o
peso das injustiças,
Onde os frutos da terra e do trabalho
sejam compartilhados,
E onde cada voz tenha o direito de
ecoar.
Sob o olhar que enxerga além das
aparências,
Vemos a mulher como força
transformadora,
Quebradeira de correntes, lutadora
incansável,
Que enfrenta a exploração que insiste
em silenciá-las,
A violência que tenta aprisioná-las,
E as estruturas que buscam negar-lhes
o direito de ser.
Mas elas resistem, como a terra que
renasce após o inverno,
Como a rosa que brota entre as
pedras.
E no olhar humano de Jesus,
encontramos a essência do amor,
Aquele que elevou a mulher à condição
de igualdade,
Que defendeu a adúltera, curou a
enferma,
E revelou-se primeiro à Madalena,
após a ressurreição.
Jesus, o carpinteiro de Nazaré,
Mulheres discipulas que serviam-no
com seus bens, companheiras de evangelho,
Não objetos, mas sujeitos de sua
própria história.
Hoje, celebramos as Marias, as
Joanas, as vocês mulheres
As que carregam água, as que carregam
livros,
As que carregam sonhos e as que
carregam lutas.
Celebramos as mães, as filhas, as
irmãs,
As que cuidam, as que ensinam, as que
curam,
As que escrevem, as que marcham, as
que transformam.
Que este poema seja um abraço
coletivo,
Um reconhecimento de que a luta da
mulher
É a luta pela humanidade inteira.
Pois, como disse alguém, no combate a
violência feminina:
"Quando uma mulher avança,
ninguém fica para trás."
Não espere dela mais do que ela pode dar
O
amor, como disse Bob Marley, não é uma busca pela perfeição, mas uma jornada de
aceitação e entrega.
Ele nos lembra que não importa se você não é o primeiro, o último ou o único na
vida de alguém. O que realmente importa é o agora, o momento em que dois
corações se encontram e decidem caminhar juntos, apesar das imperfeições, pois
a vida é uma construção.
Nenhum de nós é imune a falhas, e não há relacionamento que escape das contradições da
vida. Mas é justamente nessa humanidade compartilhada que reside a beleza do amor.
Quando alguém te faz rir, te faz pensar, te entrega seu coração mesmo sabendo que ele pode ser quebrado, está te oferecendo um presente divino. E cabe a nós honrar
essa confiança, sem tentar mudar o outro, sem exigir mais do que ele pode dar.
O amor não é sobre posse ou controle, mas sobre aceitação e respeito. É sobre
sorrir nos momentos de alegria, enfrentar juntos os desafios e sentir falta
quando a distância se impõe. É sobre amar com todo o ser, sem reservas, sem
medo de se entregar.
A
Bíblia, em sua sabedoria eterna, nos ensina que o amor é paciente, é bondoso,
não inveja, não se orgulha, não se irrita facilmente e não guarda rancor (1 Co 13.4-5).
E no livro de Gênesis, encontramos a promessa de que o homem e a mulher se unirão e se tornarão uma só carne, sob a bênção de Deus (Gn 2.24). Esse vínculo sagrado é fortalecido pelo compromisso de amar e cuidar um do outro, não apenas nos dias fáceis, mas também nos momentos de luta e incerteza.
"Até que a morte os separe" não é apenas uma frase dita em cerimônias de casamento; é um compromisso solene diante de Deus e dos homens. É a promessa de que, independentemente das imperfeições, dos erros e das mudanças que a vida traz, o amor permanecerá firme. Porque o amor verdadeiro não é sobre encontrar alguém perfeito, mas sobre amar alguém de maneira perfeita, com toda a intensidade e humanidade que ele merece.
Que possamos, então, honrar esse compromisso, amando com paciência, bondade e fé.
Que possamos enxergar no outro não apenas suas falhas, mas a imagem e semelhançade
Deus, e que o amor que compartilhamos seja um reflexo do amor divino, que
nunca falha e nunca acaba. Porque, no fim das contas, o amor é a maior prova de
que somos feitos para viver em comunhão, até que a morte nos separe e além.
Miranda
No Dia Internacional
Hoje é dia de versos, de abraços,
De palavras que tecem a vida em pedaços.
Não só de sonhos se faz o caminho,
Mas de lutas que moldam o nosso destino.
A vida é como um trem, já disseram,
Nos trilhos da história, somos passageiros.
Cada estação, um verso, um suspiro,
Um encontro, uma despedida, um retiro.
Mas hoje não falo só de partidas,
Nem de chegadas, nem de vidas perdidas.
Falo do agora, do que se constrói,
Do poeta que em silêncio se dói,
Mas transforma a dor em luz,
Em poesia que acalenta, que conduz.
É tempo de pisar firme no chão,
De trocar o medo pela mão estendida,
De acender a chama da esperança vivida.
Que o passado nos ensine, não nos prenda,
Que o futuro seja uma janela, não uma tenda.
Viver é como escrever um poema:
Às vezes rimado, outras vezes sem tema.
Mas sempre com alma, com verdade,
Com a coragem de enfrentar a tempestade.
E se a vida é um trem, que sigamos juntos,
Cada um no seu vagão, mas nunca defuntos.
Com versos nos lábios e amor no peito,
Criando um mundo mais humano, mais perfeito.
Que a poesia nos una, nos transforme,
Nos lembre que a vida é breve, mas é enorme.
E no desembarque final, quem sabe,
Encontremos a paz que tanto se sabe.
Feliz Dia da Poesia, poetas da vida,
Que a luta seja doce, a alma colorida.
E que cada verso seja um abraço,
Um refúgio, um sorriso, um pedaço
Desse trem que não para,
E nos leva além da estação mais rara.
Miranda
Vastidão do Ser
A vida não cabe em
versos,
nem em horas
contadas a giz.
Ela escorre pelos
dedos,
mas deixa marcas
de infinito.
Não somos feitos
de dias,
mas de rasgos no
tempo:
o amor que ardeu
sem explicação,
a dor que dobrou
nosso corpo
e, ainda assim,
não nos quebrou.
Perder é só um
modo de dizer
que algo maior nos
habitou.
Chorar é
confessar
que valeu a
pena.
O mundo é dos
loucos,
dos que rasgam o
céu com as mãos,
dos que caem e se
lembram
que o chão também
faz parte
do voo.
Não há
insignificância
onde há coração
batendo.
A vida é um
oceano
— e nós,
nós somos a
tempestade
e a bonança.
Miranda