LENDAS
O canhão a quedar, emudecido...
Chegou a paz, mas não terminam a guerra
Quem diz tanto sonhar não quer acordar
Pobres humanos, desumanos em fabulação
Mas como silenciou mandachuva
Megalômano vociferante na sebe
Será morrera?
Ninguém sabe como morrera…
Sentia-se num campo de batalha
Se quer uma medalha o tal metralha
Rugia sempre o tal morteiro
Criava seus êmulos
Tão impávido e nada colosso
Partiu sem despedida
Aos carolas tristeza fúnebre
A esperar no front, na caserna
A horda lucivelo em lábaro
envolta
Na ânsia que ressurja
Investem em cantigas ladainhas
Afinal, quem nunca
chorou uma vez na vida
Prisioneiros dessa
morte dos sonhos fugazes
Tudo ao sonho vão da
falsa liberdade
Seres delirantes em passos trôpegos
Em lamuria interminável
Por favor patrícios
Abandonem o canto da sereia
Abandonem o caminho do sonho
Mudem dos quintais da vossa infância
Miranda