Minha lista de blogs

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

QUIMERAS

 


LENDAS 

 

O canhão a quedar, emudecido...

Chegou a paz, mas não terminam a guerra

Quem diz tanto sonhar não quer acordar

Pobres humanos, desumanos em fabulação

Mas como silenciou mandachuva

Megalômano vociferante na sebe

Será morrera?

Ninguém sabe como morrera…

Sentia-se num campo de batalha

Se quer uma medalha o tal metralha

Rugia sempre o tal morteiro

Criava seus êmulos

Tão impávido e nada colosso

Partiu sem despedida

Aos carolas tristeza fúnebre

A esperar no front, na caserna

A horda lucivelo em lábaro envolta

Na ânsia que ressurja

Investem em cantigas ladainhas

Afinal, quem nunca chorou uma vez na vida

Prisioneiros dessa morte dos sonhos fugazes

Tudo ao sonho vão da falsa liberdade

Seres delirantes em passos trôpegos

Em lamuria interminável

Por favor patrícios

Abandonem o canto da sereia

Abandonem o caminho do sonho

Mudem dos quintais da vossa infância

 

Miranda

Nenhum comentário:

Postar um comentário