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quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

CARÁTER


Corrigir-se - ca-rá-ter

Erra-se na trilha da vida
Corrige-se com sabedoria recebida
Em frente, o caminho se estende
Caráter é a bússola que não se rende

Não importa o status que se ostente
Na essência, é o caráter que realmente conta
Errar é humano, corrigir é evolução constante
Seguimos adiante, guiados pela ética (éthos) vibrante

Corrige-se com a lição do tropeço
Viver é um constante recomeço
À frente, o horizonte se desenha
E o caráter é luz que ilumina a vida
Não é o título ou a riqueza que define
Mas a essência, o modo como se delineia

Não importa qual o status social...
A verdadeira nobreza é universal
Errar é humano, reconhecer é virtude
Seguimos em frente, moldando nossa atitude

Miranda

OUTRO DIA

 


COTIDIANO


Na palma da vida, caminhos se entrelaçam
Mudanças repentinas, feito o vento que passa
No sertão da existência, a seca é a graça...

O tempo arremeda, como a chuva que escasseia
Mas na dança do destino, a esperança viceja
Na plantação da vida, colhe-se o que semeia

Do nascer ao morrer, o rio da vida corre
Mudanças como curvas que o destino torce
No balanço da rede, o presente a gente sorve

Sem marcha ré, no cordel do viver
A vida é verso solto, difícil de entender
Mas entre a rima e a razão, aprendemos a tecer

Miranda

SEGUIR

 


Siga, mas só se for em frente

Nas encruzilhadas da vida a me perder
De todas as direções, um sussurro a entender
No labirinto incerto, a bússola da mente...
A mais correta é seguir em frente.

Caminhos entrelaçados, destinos a tecer
Passos confiantes, mesmo sem saber
Entre escolhas e sombras, a luz se apresenta, e...
Na dança do tempo, a jornada se inverte, se inventa

O passado é memória, o futuro é mensagem, miragem
No presente palpita, é a nossa passagem
Em cada decisão, um rumo se desvenda
A mais correta é seguir em frente, minha senda

Do nascer ao pôr, o sol guia o olhar
Reflete nos passos, faz o coração pulsar
Assim, na vastidão do ser, do não ser...
A mais correta é seguir em frente, renascer

Miranda

SONHOS

 


Vai ano e fica os sonhos a esperançar


Logo finda mais um ano, mas não finda nossos sonhos...

E se vai o tempo, mais um ano passou, e os sonhos continuam vivos, sabedoria, palavras dançantes, em métrica sutil,
A vida em poema, com a mente a fluir.

Um ser de linguagem,
num ano completo, indo na vastidão da viagem.
Há zeros, há uns, são códigos a zerar,
Até a celebração merecida, a se desdobrar.

No futuro que o hoje prepara a resplandecer,
Que ano dessa jornada! vida que segue.
Há bits, há bytes, são linguagem que floresce,
Em balé de sintaxe, o saber amadurece.

Entre linhas há códigos do tempo a dançar,
São Palavras, tão lógica, o entendimento guiar.
Na vastidão do tempo, um crescimento sutil, que a poesia faz parir logo ali no seguir a esperançar.

Entrelaçando fios de conhecimento,
Mais um ano se tece, em complexo fermento...
No caminho deste ser sonhador,
As vezes sem métrica, ou estética, mas num festar, no saber do criador.

No sonho persiste,
Letargia e avanços, onde a mente resiste.
Entre linhas de código, entre bytes a voar,
O sonho floresce, sem nada intimidar.

Vai na fé com sabedoria a tecer,
Ah, destruidores de sonhos tentam deter.
Mas em cada algoritmo, uma chama arde,
O sonho continua, mesmo se parecer tarde.

Persistência...
O sonho uma infinita existência...

Miranda

ESTRADA

 


UMA ESTRADA CHAMADA VIDA

Na estrada da vida, com passos de firmeza,
Caminho com responsabilidade, luz acesa.
Entre as barreiras, desafios a enfrentar,
Histórias vividas, memórias a guardar.

Com responsa no peito, trilho meu destino,
No palco da vida, sendo ator com o diretor divino.
Superando obstáculos, como ondas a quebrar,
Aprendo a lição que o tempo vem a ensinar.

Entre sonhos e metas, construo meu caminho,
Com trabalho e ética, sigo o destino sendo eu.
Barreiras vencidas, cicatrizes no correr,
São marcas da luta, do viver que é meu.

A vida, mestra sábia, com suas lições,
Ensina a arte de superar limitações.
Responsabilidade, farol que me guia,
Pelos mares da vida, com esperança e alegria.

Nas encruzilhadas, escolho meu rumo,
Com coragem e fé, encaro o escuro.
E se há barreiras ainda a transpor,
Com determinação, hei de vencer, com ardor.

Cada passo é um verso, cada dia uma estrofe,
Na sinfonia da vida, sou a melodia que brota.
Com responsabilidade, ergo minha bandeira,
Vivo a vida plena, sem perder a estribeira.

Assim, entre conquistas e desafios a vencer,
Seguimos na dança, sem nunca perecer.
Com coragem no peito, e esperança a crescer,
A vida, poesia eterna, hei de sempre escrever.

Viva a vida...
Construa pontes onde colocaram barreiras!

Miranda

SER

 


Ser ou parece, ser

Vestes linho, na essência em trapos...

Vestida de momentos, na eternidade tecida,
Farrapos de risos, lágrimas a esvoaçar,
Na sinfonia cósmica, a eternidade a dançar.

Na eternidade, em trajes desiguais,
A alma dança entre universos imortais.
Veste farrapos, como estandartes do ser,
Tece o eterno em cada pano a tecer.

Na trama cósmica, onde estrelas se entrelaçam,
A alma baila, em farrapos que abraçam.
Nas dobras do infinito, roupas desfeitas,
São memórias, afetos, nas constelações perfeitas.

Com harpejos celestes, a dança persiste,
Em cadência cósmica, onde o ser existe.
Farrapos de experiências, na eternidade bordados,
A alma dança, em versos eternamente entrelaçados.

Na dança cósmica, são eternos réus...

No palco celeste, em trapos bordados.
Não são roupas finas, mas histórias vividas,
Cada farrapo, lembranças coloridas.

Ter...
Não ser...
Pare-cer!

Miranda

Confinada

 


Des-confiança 


Nas entrelinhas do silêncio, confiança sussurra,
Desconfiado, o enigma se desenha no oculto.
Versos velados, dançam na penumbra do desconhecido,
Palavras em código, segredos entrelaçados no tecido.

A confiança, um fio delicado, estica-se no abismo,
O desconfiado, arquiteto de sombras, urde seu plano.
No labirinto das palavras, tramas invisíveis se entrelaçam,
Segundas intenções tecem o poema, mistério que avança.

Entre estrofes cifradas, a verdade se camufla,
Cada verso uma pista, cada pausa um enigma.
Desconfiança dança na cadência das palavras,
Poema enigmático, confiando ao desconfiado suas navalhas.

Miranda