Des-confiança
Nas entrelinhas do silêncio, confiança sussurra,
Desconfiado, o enigma se desenha no oculto.
Versos velados, dançam na penumbra do desconhecido,
Palavras em código, segredos entrelaçados no tecido.
A confiança, um fio delicado, estica-se no abismo,
O desconfiado, arquiteto de sombras, urde seu plano.
No labirinto das palavras, tramas invisíveis se entrelaçam,
Segundas intenções tecem o poema, mistério que avança.
Entre estrofes cifradas, a verdade se camufla,
Cada verso uma pista, cada pausa um enigma.
Desconfiança dança na cadência das palavras,
Poema enigmático, confiando ao desconfiado suas navalhas.
Miranda

Nenhum comentário:
Postar um comentário