COTIDIANO
Na palma da vida, caminhos se entrelaçam
Mudanças repentinas, feito o vento que passa
No sertão da existência, a seca é a graça...
O tempo arremeda, como a chuva que escasseia
Mas na dança do destino, a esperança viceja
Na plantação da vida, colhe-se o que semeia
Do nascer ao morrer, o rio da vida corre
Mudanças como curvas que o destino torce
No balanço da rede, o presente a gente sorve
Sem marcha ré, no cordel do viver
A vida é verso solto, difícil de entender
Mas entre a rima e a razão, aprendemos a tecer
Miranda

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