SEM
LIMITES
Os meus limites transpor,
Criar asas e alçar voos,
Nunca aceitar um
não final,
Nem se contentar
ao trivial.
Atrever sempre em
viver o amor,
Fazer folia,
pular expurgar a dor,
Inserir no corpo
toda energia,
De um ser que
extrapola alegria.
Ser livre quanto
a um pássaro,
Alçar voo, cantarolar ao vento,
Sacudir e tremular
quão lábaro,
Redescobrir-se
enquanto é tempo.
Não ser só sonhos e desejos,
Ir romper muros,
quebrar paredes,
Desfazer fronteiras
a cada ensejo,
Num mundo tão rodeado de sebes .
Querer sair, ir
por aí,
Se espreguiçar, sair e ir,
Se livrar do
mote de livre,
Ao estar preso no
pseudo-livre.
Poder sentir cada
manhã,
Livre a banhar-se
a cada sol,
Soltar a voz, construir
versos,
Declamar em tom de
afeto.
Miranda








