E O LAMENTO
Vivo a esperançar
Ora a lamentar
Volto sem ânimo de esperar-indo
Vendo a des-graça a muitos possuindo
Des-acredito...
Re-acredito...
Mais fé...
Fé-de-menos
E tudo muda, re-trocesso
Há estrada...
Falta o Caminho
Um duro processo
Uma parada;
Como não posso parar
Me ponho a caminho
Até o coração sossegar
Rumo ao meu destino
Viver é o meu instinto
Quer aflito ainda insisto
Num grito preso, eu mudo
Mudo, pois, sigo a esperançar
Emudeço até gritar
Enquanto muitos anestesiados...
Sub-serviência parece um estado
Já num estágio avançado
Enquanto aumenta a fila de alienação
Mesmo se haja falta ou pouco pão...
Se quer, foi o diabo que o amassou
Ele tem serviçais...
Tem semi-deus
Profetas escondendo o caos
E são terrivelmente...
Sim claro, mentem
Enganam seus adeptos
Muitos sabichões e ineptos
Seria o fim do mundo?
Talvez um abismo profundo!
Carrego a utopia da re-volucão
Quem sabe da mente em ação
Que não mais estarão à venda
Até o dia que não mais se rendam
Miranda

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