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domingo, 5 de dezembro de 2021

ENTRE A ESPERANÇA

 


E O LAMENTO

 

Vivo a esperançar

Ora a lamentar

Volto sem ânimo de esperar-indo

Vendo a des-graça a muitos possuindo

Des-acredito...

Re-acredito...

Mais fé...

Fé-de-menos

E tudo muda, re-trocesso

Há estrada...

Falta o Caminho

Um duro processo

Uma parada;

Como não posso parar

Me ponho a caminho

Até o coração sossegar

Rumo ao meu destino

Viver é o meu instinto

Quer aflito ainda insisto

Num grito preso, eu mudo

Mudo, pois, sigo a esperançar

Emudeço até gritar

Enquanto muitos anestesiados...

Sub-serviência parece um estado

Já num estágio avançado

Enquanto aumenta a fila de alienação

Mesmo se haja falta ou pouco pão...

Se quer, foi o diabo que o amassou

Ele tem serviçais...

Tem semi-deus

Profetas escondendo o caos

E são terrivelmente...

Sim claro, mentem

Enganam seus adeptos

Muitos sabichões e ineptos

Seria o fim do mundo?

Talvez um abismo profundo!

Carrego a utopia da re-volucão

Quem sabe da mente em ação

Que não mais estarão à venda

Até o dia que não mais se rendam

 

Miranda

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