SOFREGOS
Não quero ouvir segredos
Mesmo se não os falo
Mas se queres é pedir
ajuda
Fale a quem te escuta
Quem te ouvi e não julga
Que compreende...
E se faz presente!
Pode até existir a
distancia
Só não pode ter é ausência
Pois sempre estar, é chegar
Se há sonhos a se
materializar
Mas sempre estar, é partir
Se a verdade porventura fugir
De que importa a saudade...
Pode as lembranças bater
como sino
E a cada pancada o
desatino
De quão longe o passado
sinto
Até que apaziguadamente
tino
Só não dá para fazer-se
pedra
Pois se assim for:
Não gritar, sem queixar-se
– empedra!
O lutar torna-se hostil e
a vida dura
Só não há mal que dure eternamente
Há que arrefecer alma e mente
Até que os dias não sejam intermináveis
Onde os sôfregos cessem indizíveis
E rume os passos e tragam abraços!

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