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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Poema de Luto

 


À Sombra da Morte


A morte é o igualador de todos os homens


Na penumbra do ocaso, a vida se vai,  

Como a vaidade do vento, "porque do pó vieste, 

E ao pó voltarás" (Gênesis 3.19),  

Um ciclo eterno, e, tudo se repete.

 

Vagueando por vales de sombras e medos,  

"Não temerei nenhum mal" (Salmos 23.4), 

A dor e a tristeza são os fardos de seus segredos,    

Mas a luz dentro das trevas é um farol.

 

A morte não representa o fim, mas sim um novo início,  

"Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11.25), 

O eco de promessas, um divino compromisso,  

Na eternidade, a alma está abrigada.

 

As lágrimas que caem são as sementes do amor, 

"Bem aventurados os que choram" (Mateus 5.4), 

Pois da dor do luto, renasce a flor,  

E a esperança renasce, como o canto do novo laboris.

 

Então, ao fim deste caminho incerto,  

"Em todo o tempo ama o amigo" (Provérbios 17.17), 

A morte é um portal, o seu destino aberto, 

Jesus nos une, nos acolhe, em amor infinito

 

Por isso, não temeremos o último respirar,    

Afinal "o Senhor é a minha luz e salvação" (Salmos 27.1), 

Na dança da vida, o amor é o giro,   

E na eternidade, encontramos a união.

Miranda

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