À Sombra da Morte
A morte é o igualador de todos os homens
Na penumbra do ocaso, a vida se vai,
Como a vaidade do vento, "porque do pó vieste,
E ao pó voltarás" (Gênesis 3.19),
Um ciclo eterno, e, tudo se repete.
Vagueando por vales de sombras e medos,
"Não temerei nenhum mal" (Salmos 23.4),
A dor e a tristeza são os fardos de seus segredos,
Mas a luz dentro das trevas é um farol.
A morte não representa o fim, mas sim um novo início,
"Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11.25),
O eco de promessas, um divino compromisso,
Na eternidade, a alma está abrigada.
As lágrimas que caem são as sementes do amor,
"Bem aventurados os que choram" (Mateus 5.4),
Pois da dor do luto, renasce a flor,
E a esperança renasce, como o canto do novo laboris.
Então, ao fim deste caminho incerto,
"Em todo o tempo ama o amigo" (Provérbios 17.17),
A morte é um portal, o seu destino aberto,
Jesus nos une, nos acolhe, em amor infinito
Por isso, não
temeremos o último respirar,
Afinal "o Senhor é a minha luz e salvação"
(Salmos 27.1),
Na dança da vida, o amor é o giro,
E na eternidade, encontramos a união.
Miranda

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