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sexta-feira, 8 de março de 2019

ÉS MULHER


NÃO ÉS PESONAGEM


Seu papel foi escrito

Tudo está bem descrito

E não és mera personagem

Não é uma simples passagem

Tudo que na vida tens vivido

Pois nem tudo, se quer, fora dito

E mesmo por tudo que tens passado

Segue firme, esguia, segues amando

Nunca demonstra o sofrimento

Na dor segue e a faz pavimento

E mesmo se não tem todo controle

Segue firme, não desiste e faz-se forte

Sempre em frente, confiança total

Nunca importa, se a fazem bem ou mal

O que importa é que sabe se reinventar

Se quiserem, que aprendam a lhe interpretar

Sabe ver-se no espelho

Tem multidões de conselhos

É um ser que beira a perfeição

Alterando a história e deixando lições

Ela nunca mendiga amor

Não lhe basta uma flor

Por todos os seus feitos

O que elas merecem é todo respeito

Miranda

“Vocês, que vão emergir das ondas
Em que nós perecemos, pensem,
Quando falarem das nossas fraquezas,
Nos tempos sombrios
De que vocês tiveram a sorte de escapar”
– BERTOLT BRECHT

Entre 1911 e 1914, o Dia Internacional das Mulheres foi comemorado em datas diferentes do mês março. Apenas a 8 de março de 1917, com o início da greve das tecelãs de São Petersburgo que impulsionou a Revolução Russa, esta data foi consagrada como o Dia Internacional das Mulheres. No entanto, organizações internacionais – como a ONU e a UNESCO – demoraram mais de 50 anos para reconhecer a data, e só o fizeram por pressão e insistência dos movimentos feministas.


Relembrar os caminhos que levaram a instituição dessa data é um modo resistir. Hoje, é importante impedir que o conteúdo emancipatório desta data seja substituído por um significado edulcorante e conveniente ao sistema capitalista.
O capitalismo não age sobre os movimentos emancipatórios unicamente com a intenção de eliminá-los: pretende sempre incorporá-los, esvaziá-los de significado e potência revolucionária para transformá-los em produtos.


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