SIGO
A caminho como peregrino
Atrás nem olho, pra frente sigo
Olhos postos sempre no horizonte
Quer seguindo vales ou montes
Sigo por veredas, piso espinhos
Mirando sempre no caminho
Pisando o velho chão de pó
Andança que pareço ir só
Certo que a morte espera no final
Vou sem pressa do fim, afinal...
Vou a
cada amanhecer
Chego a
cada entardecer
Anoiteço, sigo vesgo
Sigo a esmo,
Sigo vivo, vivo insisto
Não me entrego
Que sorte, vivo a vida
Temor, nem morto
Quer vir, vamos
Sem planos...
Miranda

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