MINHA LAPIDE
Assim que eu morrer
Uma coisa te peço
Se fores homenagear-me
Se a mim fizeres despedida
Pegue meus versos
Entre os poemas e rascunhos
E espalhe a todo mundo
Diz que eu pensava poesia
Que esperançava o viver
Se quer me ocupava o morrer
E que tudo em mim era dia
Viver era eterna parceria
Como sol e água fria
Diz então em todo canto
Que mesmo sendo
presente
Eu já olhava o distante
Um misto de poeta e gente
Um viajor, via sonhos
Nessa gira lia caminhos
Cada rastro um ensino
Sendo aprendiz do viver
Diga que fui, mas não
parto
Se deixei versos de
legado
Que ninguém chore
Supere com poemas
A não presença
Nem tudo que tentou, conseguiu
Usufruiu tudo quanto possuiu
Não desistiu, assim prosseguiu
Diante das frustrações vividas
Soube amar
Miranda

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