ÉS ÍMPAR
Mulher...
Vives entre a paixão e o ofício
Sem fraquejar no dever de
ser forte
A esmagar o coração sem
sacrifício
De alma extenuada à sorte
No amargor se fazendo
doçura
Fingindo nem sentir dores
Se ergue, seguindo à luta
Transformando tudo em amor
A beira do abismo e não se
entrega
Apendeu muito bem a fingir
Mesmo esbanjando vida
Quantos sonhos ela tem
Sem abrir o coração a
alguém
Num misto de sonhos e
saudades
Quem a vê, vê a própria
felicidade
Sem saber o que se passa lá
dentro
Vai esconde as dores
latentes
E vai se mantendo esguia
Se as vezes é frágil
Ela se faz valente
Diz muito sem falar
Há que saber interpretar
É múltipla sendo ímpar
Pode até pisar esse chão
Mas habita o infinito
Miranda

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