SABE O RIO!
Lá no alto ao despontar, sou um filete alvo e cristalino,
Bem pequeno, sou frágil, mas tenho que seguir meu destino
Vou descendo a serra, vou regando a terra, dando vida a plantação, nesse caminho a plantação agradece, suas raízes umedecem, melhor ficou o sertão
Agora já não sou o mesmo filete frágil, aumentei nas corredeiras, tenho até cachoeiras, levo até embarcações, transporto vidas e o próprio sustento que ajudei a cultivar
Mas, como se não bastasse descer serras, cruzar matas, levar cargas e ser caminho, chego em lugares longínquos espremido por enormes muralhas de concreto, que destino!
Eu que trouxe vida, reguei e alimentei; transportei trouxe e levei, agora já não se lembram mais de todos os benefícios que lhes dei
COMO NÃO PRESERVAR AS FONTES DE VIDA, COMO NÃO DAR VALOR A ALGO QUE SOMOS TÃO DEPENDENTES!
Miranda
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