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terça-feira, 17 de julho de 2018

QUAL DISCURSO







SILENCIAR, POR VEZES É O MELHOR DISCURSO
 

Por vezes reagimos agressivamente e sempre buscando a auto-defesa - agindo assim dificilmente mudaremos devido achar-nos sem a necessidade de mudança – em-si-mesmado!

Quando apontam as nossas faltas, ou criticam algo que diz respeito a nossa índole, comumente reagimos com justificativas que não altera nada em nós nem no inquisitor!  

Ao justificarmo-nos e não sentir o efeito, geralmente buscamos fazer ao outro a crítica como auto-defesa e como meio de nos sentirmos melhores – que não esqueçamos, em nenhuma hipótese, que nada importa quem o outro seja, e queira lá o que faça, justificará as nossas faltas.

Devido um sentimentalismo exacerbado, podemos transformar conversas corriqueiras em críticas pessoais e agressivas. Pois essa facilidade de sermos influenciados nos impedem de perceber que há em nós conflitos internos, devido nossa autoestima que nos mantém acriticos, há também o desejo de externar nossas virtudes, para que reconheçam o nosso valor por sermos em-si-mesmados!

Precisamos nos dar conta de, que, algo que pensem ou diga sobre nós, jamais mudará o que de fato somos, pois, nosso valor não depende do que pensam ou falam de nós.

Ao sairmos em defesa própria, a cada comentário que pensamos ser maldoso, nossa atitude não vai alterar o que somos verdadeiramente. Pelo contrário, é bem possível que nossas respostas deixem nodoas na imagem que os outros têm de nós.

Então que sentido tem começar uma discussão exaltada onde nós seremos os prejudicados!
Será que a satisfação que sentiremos ao fazê-la é tão grande que compensará o baixo conceito que terão de nós?

Não é, por acaso, melhorar em nós esse conceito ao qual buscamos no outro?
Daí a grande questão – deveríamos usar o silencio como o grande discurso de quem somos?
Quem sou deve gritar tão alto, que não preciso nada dizer ao meu respeito!

 

                                                                       MIRANDA

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