AO COSMOS
Onde era confusão e caos
Onde faltava vida e luz
Surge do nada a ordem
Com beleza infinda
Foi plano e projeto
Foi amor do recôndito
Foi previsão e calculo
Foi tudo pré-visto
Era para ser divino
Era para ter humanidade
Era para coroar tudo
Era de tudo a espera
Até que se usa a liberdade
Até que se queira mais
Até que ao desencanto se chega
Até que profane o santo
E chega o dia audaz mal
E a liberdade traz cobrança
E faz da escolha servidão
A alimentar a indomável fera
Da ordem cósmica à novo-caos
Ao passo que alimenta e devora
Matando a beleza de jardim
De um tempo sempre alheio
Mora no cosmo a esperança
O sonho de nova entrega ao belo
De um redimir do ser escravizado
Num caminhar que molda o ser
Onde a graça dita o rumo
Onde não há mais sorte
Onde se vai rumando
Onde se busca o norte...
Miranda

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