E O NUNCA
Vivemos dias de indiferença,
Paixões ignorantes,
Incapacidade no pensar
Capaz só no querer,
Não qualquer querer,
Um querer pronto,
Querer o que querem,
A turba demagoga...
Matam o que sustenta a vida,
Fauna, flora e tudo que é
micro...
Agua, minerais todos
ecossistemas...
Extinção, desequilíbrio
Trocas ilusórias,
A vida passando,
Como o tempo, passa...
E nada adiantará
A luta contra o tempo,
Tempo é senhor,
Ou será algoz
O atemporal parece utópico
O que está perecendo um tópico
Cultua-se o mortal,
Se auto devoram
E a duração das coisas,
E os relacionamentos,
Tudo é instantâneo,
Ânsia ao minuto seguinte
Quer eficácia do tempo
Vive-se numa roda viva
Cresce-se na obsolescência,
Restringe o humano,
Valoriza-se intolerância,
Diminuem-se direitos,
Sobra autoritarismo,
O fim é a violência...
Que pós-modernidade
A marca
é falta de limites
Quanto
há de liberdade
Valor
é o prazer imediato
Vencer
na vida se for rápido
Conquista
se tiver o desejado
Troca-se
prazeres eternos
com
os prazeres do momento
Desfrutar
o momento presente
É pensar
no eterno...
Modernidade
liquida...
De amores
liquefeitos...
Miranda

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