ESTÁTICO
Um passado que não
passa...
Um presente que
empacou...
Um futuro que insiste
não chegar...
E...
Horas a fio com
pés fincado onde já deveria ter partido
Tempo que impede o
preso presente partir
Sonhos que custosamente sonhados, estáticos
E mesmo assim o
tempo é senhor e não para
E mesmo assim a
vida embotadamente despercebida
Notadamente não
nota o pulsar da vida
Ventos, cata-ventos,
aves ou cadáveres
Sem vislumbrar flores,
amores e sabores
Tudo descabidamente, mente
Há só dores,
rancores e temores
O senhor tempo
continua dando corda ao relógio
Continua voando
alucinado, e tudo parece parado
E tudo parece distante e mais que nunca aproximando
Desde sempre solto,
sem rosto e assustador
Estaticamente vibrante,
esvoaçando
De arma em punho, em
tiro certeiro
Sem sorteio vai quem não imaginava estar indo!
Miranda

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