O QUE SE ENXERGA?
Nas ruas de nossas cidades vagueiam gente sem lar,
com fome, são homens mulheres e crianças
maltrapilhos.
Só gente sem nome, desconhecida, a vagar de um lado para outro,
Só gente sem nome, desconhecida, a vagar de um lado para outro,
sem saber o que fazer, como viver, se acham
empecilhos.
Enxergamos esse sofrer, mas nenhum a se comover,
Enxergamos esse sofrer, mas nenhum a se comover,
até enxergam, mas não vêem, já são partes da
paisagem.
A fome e a dor que sentem, não são as nossas, se sentirmos frio,
A fome e a dor que sentem, não são as nossas, se sentirmos frio,
ou calor, nós daremos sempre um jeito, temos um
lar nessa cidade.
A quem culpar, a quem atribuir tamanha disparidade,
A quem culpar, a quem atribuir tamanha disparidade,
se somos nós que aceitamos tudo isso, tamanha
desigualdade.
E vem o natal e esquecemos que o Deus menino ao
nascer não teve um lar!
As nossas festas chamamos confraternização, mas sem
ação, como amar?
Todos até enxergam, mas como não vêem são simples paisagem,
parte já do cotidiano, há até quem diga que tudo isso faz parte...
Quando teremos a sensibilidade e passaremos a ver com o coração?
Quando será que olharemos o outro como irmão e estenderemos a mão?
Miranda

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