NO PERCURSO
Me distraí, procurando um rosto...
Fiz um percurso, no colorido do
sonho...
Nos escuros das noites me achei.
Via sorrindo, foi nos braços do
tempo,
Divaguei, foi sonho, foi com o
vento...
Dos sonhos, acalento!
Das noites, ensinamentos!
Do percurso, espinhos!
Da distração, sofrimentos!
Se quer um tocar no rosto!
O único desejo, desertar!
Faltou perna, a fazer caminho!
Fugir é só fazer rastos!
Fingir é demonstrar fracasso!
Ficar é querer, sem poder!
Só mudou do coração a geografia,
Descobri que de sonhos não entendia!
Que tanto o sucesso quanto o fracasso
É uma linha tênue andando lado a
lado!
E ainda sonho os sonhos que não
sigo...
Sigo e persigo o tempo!
Sonhar é meu alimento!
Sempre indagando!
Sempre desnudando o que sei!
Despindo de quem sou...
Desvendar é uma arte,
Interpretar é uma ciência!
Está tudo sempre dito,
Mesmo que não veja aí escrito,
Entre linhas é meu infinito!
Miranda

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