IN-VERSOS
Versos
informes, palavras soltas,
Frases
invertidas, são quase falas loucas.
Haverá
quem as leiam?
Quem as
guardem?
Eu me
divirto...
Teriam os
poetas piedade?
De que
adianta a ansiedade?
Pássaro
vive para ser livre,
preocupar-se
só com o próximo galho!
Pensamentos
voam solitários
Os mais
transloucados do imaginário.
Carregam
sonhos guardados...
Outros nas
mãos do tempo levados...
Tantos já
esquecidos, apagados...
Sabia que parte das palavras
são os medos?
Uns de viver, outros do
morrer,
Mas sem perder a direção,
Sem desistir de viver
ainda que na alma aja solidão
ainda que na alma aja solidão
Ainda que no peito aja as
dores das perdas
Há também as certezas das
muitas dúvidas,
As incertezas de um futuro a
montar em retalhos,
Os sustos os surtos, os saltos,
sobressaltos e atalhos
Os sins, os nãos, muitos talvez,
quem sabe, um dia...
Os até logo, nunca mais,
adeus e até breve...
E quando podia não queria,
quando queria não podia!
Foi pedante, sufocante, as
vezes alegre, mas nunca leve!
Seremos os sobreviventes do
amor?
Viveremos a requerer
direitos?
Sempre a engolir o choro,
Deixar passar as vontades,
De entregar só pedaços,
Mendigar carinhos,
Viver sós, solitários,
Morrendo de amores,
Carregando as dores,
Dores de um mundo...
Não, não é nosso esse mundo!
Enfiaram-nos nele,
Fomos indo, adaptando...
Fomos tomando essas formas,
Engessados, engendrados,
Agora, e pra sair dessa,
Com essa alma inquieta,
Nessa alma de poeta,
Que não se aquieta!
Vem vamos mudar nosso
mundo...
Mudar dentro,
Tirar as trancas,
Jogar fora tranqueiras,
Limpar as sujeiras,
Olhe quanta beleza,
Escondida, trancada,
Saí pra vida...

Nenhum comentário:
Postar um comentário