SEM MENTIR
Se meter noutra mente
Não é coisa de gente
Mente é outro mundo
O sentir do outro é muito
Sei saber só o que sinto
Outra mente a nós é oculta
Seus desejos e angustias
Feitos de guerras infinitas
D’um sentir inconsciente
D’outro mundo ali presente
Nunca mentir a si mesmo
Que a mente tem seus medos
D’um futuro tão incerto
De ir a esmo num deserto
Sentindo tudo um campo
aberto
Manter livre sempre a mente
É sair do esconderijo
Que o fez como abrigo
Só a povoando com fé
Na esperança manter-se em pé
A mente que não se apressa
Que mantem vivo os instintos
Não dá vazão a maldade
Nem se lança ao choramingo
Vai levantando e insistindo
Que não se ressente na dor
Atende o chamado do amor
No ardente desejo do bem
Em frente fazendo-se esguia
Do fracasso não se faz refém
Que em cada mente
Só venha habitar
Como casa abrigo
A quem se dispor
Inunda-la de amor!
Miranda
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