SEM HORA MARCADA
Se a tristeza bater à porta o que fazer?
Dar as boas vindas e convidar a entrar?
Emprestar o ouvido e chamar para sentar?
Seria ela bem-vinda a uma apurada prosa?
Se chegou, bateu a porta e pediu um tempo,
Atento escute, saiba seu nome, ela não é um
in-vento!
A conversa poderá ser chata, mas não in-glória,
Se entrou, sentou, deu o nome - tem história!
Pode até ser uma visita in-desejada,
Pode até não ser a companhia sonhada,
Porém se bem entendida, se atentamente ouvida,
Logo estará de partida, pois tem na agenda mais
visitas!
Ela traz no seu bojo tudo que não enxergamos nas
informações,
Depois do choro, des-gosto, frustrações, faz-nos refletir
e tirar lições!
Não há contentamento o tempo todo, dis-sabores é
da jornada,
O que sempre queremos é a alegria com data e hora
marcada!
A tristeza pode até nos apresentar a dor, o res-sentimento,
Mas o que ela quer promover é o ensinamento!
Quanto menos massagem no ego, mais contentamento,
Quanto mais humildade, menos sofrimento!
A felicidade não tem um manual a ser seguido,
A tristeza não tem em nós morada a ad’eterno!
Somos humanos... (húmus – terra fértil)
Às vezes insanos... (mal – humor – sem umidade)
Provocamos a dor...
Nos abrimos ao des-amor...
Queremos a felicidade como troféu!
Só não queremos entender o nosso papel!
Vai tristeza, nem precisa voltar!
A felicidade implica ser, nunca ter!
Miranda

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