SILENTE
Até
quero o silencio, mas não quero a solidão,
Aprendi
escalar abismo, mas não cedo a tentação.
Muito
do que chamam liberdade é prisão,
Enquanto
sentir-se vivo há libertação!
Hoje
vive-se a era do ressentimento,
Limites
são barreiras, aja sofrimento,
Constroem suas
paredes e dizem se relacionar,
Vive-se
a sombra dos muros, utópia retórica!
Há
que se romper os muros da mediocridade,
Vencer
tempos difíceis forja nossa humanidade,
Na
solidão do deserto reaprendemos quem somos,
De
lá virá a certeza do que nos tornamos!
Esse
tempo forja narcisistas,
Que
a seu modo mata quem pensa,
Ao
passo que desqualifica toda história,
Porém
enclausurados em seus muros, sem memória!
Miranda

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