A-MAR SEM PU-DORES
De frente
ao mar, fico a pensar como não amar!
Longe da agitação dessa sociedade que corre sem perceber as belezas da vida.
Nada melhor
que no mar ao iniciar de um dia ou ao findar o mesmo. Andar na areia com os pés
descalços ao som das ondas que vivem um eterno marulho!
Que beleza,
quão misterioso é o mar, suas idas e vindas a espumar, enigmas ao observar o
pôr do sol lá no horizonte, como um caleidoscópio!
Mar de
amantes, mar de quem vive distante,
Mar
que vive sempre cheio, mar que nunca transborda,
Mar
que se agita, faz arrebentação, mar que na areia se acalma,
Mar
que sempre vai, mar que sempre está de volta!
Mar de
dias quentes, mar de dias frios,
Mar que
traz o vento, mar que cruza continentes,
Mar
que sempre está ali, mar que nunca está parado.
Mar de
pescadores, mar de mercadores,
Mar
de quem só assiste, mar de quem não o resiste,
Mar
de quem nele vai longe, mar de quem vem de longe,
Mar
de atletas, mar de poetas,
Mar
de loucos, mar de poucos...
Como não
a-mar, como não ter um amor,
Como
não ser um louco amor,
Que
sabe que a-mar é como o mar...
Com seus
marulhos,
Suas agitações.
Com
suas ventanias,
Suas calmarias.
Com seus
dias encantadores,
Com seus
dias assustadores.
Mas sempre
será o mar de encantos mil,
Mar de
amores, enamorados, as vezes arredio!
Como não
amar, como entender o mar e o amar...
Miranda

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