COMEÇA NO RIO
Ser apenas um rio...
E não poder falar,
Ser ouvido em meu
expressar
Esse rio de poesia
Sempre correndo, a
pulsar...
Ser um simples rio...
Passar trechos
perigosos,
Com cursos sinuosos,
Indo ao encontro do mar,
Por vezes pensando em
parar!
Ser um rio é simples...
Não é preciso
complicar,
Há quem queira só banhar,
Há quem como peixe quer
ficar,
Há que pense dono e
quer mudar!
Ser um rio é simples...
Desde que ache amigos,
Para livrá-lo de perigos,
Defendê-lo dos que o
polui,
E abraçar os que o
inclui!
Quem tem um rio,
Tem água para beber,
Viverá com menos
sofrer,
Poderá em suas águas
banhar,
E sentir em seu balanço
o afagar!
Quem tem um rio,
Que não faça transposição,
Vai que ele tenha um
coração,
Vai que ele morra nesse
mudar,
Pela tristeza de não se
tornar um mar!
Quem mata um rio,
Vai morrer de
arrependimento,
Por não ter dado tempo ao
tempo,
Por sua voz ter silenciado,
Por não ter lido, nem
interpretado!
Um rio só morre
Se faltar a compreensão,
Se não vê com olhos do
coração,
E entender que rio
não tem fim,
Que se transforma em
mar sem fim
Queria banhar-se nesse rio?
Rio é Mar de poetas...
Rio é Mar de amores...
Mar sem fim,
Mas no rio começa...
Rio transforma-se em MAR!
A-MAR
Miranda
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