QUE SORTE
Já se fez de forte?
Já brigou com a sorte?
Já teve o que sonhou nas mãos?
E viu escorrer entre os dedos?
Já foste fortaleza, e sentiu-a como esperança
a desmoronar?
Já entraste de forma errada, sem uma saída
encontrar?
Já tentastes a fuga e quanto mais fugia
mais perto ficava?
É, assim é o tempo, o senhor da historia e
justo nessa hora...
Esse tempo que apavora, momento
que é único nessa história!
Queria escrever o desfecho, conhecer
esse enredo, sem arredar o pé
E sem ter que abrir mão...
tamanha aflição, sem que falte a fé!
A fé que habita o ser, mas a incerteza
é o que temos de mais certo!
O resto é com o senhor tempo,
a quem eu peço, apreço a minha prece...
Ah, castelo...
Ruínas não quero!
Ah, sorte...
Preciso de um forte!
Miranda

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