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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

SEMPRE SENDO



SEM SER

Sempre fui um poeta diferente
Não escrevia, mas lia,
Lia o mundo, a vida...
Sempre fui poeta de gente
Sentindo o que gente sente
Não definia o que sentia,
Não conseguia expor
E só eu sabia como lia,
Nunca em letras como-por?
A alma sempre em torpor
Queria explodir ao ler tudo
Ler estava na ordem do dia
Quantas questões as trazia
O mundo sempre tinha cores
Sentia os seus sabores,
Mas não escrevia,
Nem rascunho possuía
Exalava pelos poros
Eram só meus-solos
Até vencer os medos,
Rascunhar, achar os meios
De respirar o cotidiano
Sem rotular o ser humano
Sim, essa é minha arte
A contribuição de minha parte
Ser poesia em meio a gente fria
Viver é minha poesia
Se sou poeta não sei
Assim que leio, é o que sei!
 
Miranda

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