Há livros que precisam interpretar
Seria eu uma leitura esquisita
As palavras seriam por demais complicadas
Seriam minhas escritas tão confusas
Como definir se não há a métrica dos especialistas
Por que são só minhas não terei que seguir regras
Só será entendido se lido for sem revistas
Não farei revisão, a visão é só minha, sem tréguas
Não há medidas certas, não sou nenhuma régua
Não escrevo para fazer pré-julgamentos
Sou um livro inacabado, mas não reedito
Só vai nessas páginas o que acredito
Para essas escritas não houve ensinamento
Quem fala aqui são meus sentimentos
Minhas angustias e meus ais, assim como tais...
Vou indo, sinto e ouço tudo
Não garanto é ser menos, ser mudo
Até mudo desde que mudar não seja veto
Até calo, mas não sei ficar inerte, quieto
Sim espero até que solitude seja o teto
Assim leiam, não altere a forma, o jeito
Ser livro,
Ser lido,
Ser escrito
Sem veredito
Sem alteração,
Não há revisão
Não é para emulação
São minhas leituras
Minhas Releituras
Do viver, do saber
Que junta-se a outros
Que vai, mais fica e marca ainda que só marque a mim
Sem reedição
Sem revisão
Com novas observações...
Miranda

Que livro sou? Quem me dirá?
ResponderExcluirSó o tempo poderá fazer as observações!
Muito bom!!!
Isso aí, o tempo dirá e com o tempo vamos aprendendo a escrever melhor...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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